A nossa tese
Porque escolhemos as instalações técnicas, porque juntamos empresas num grupo, e porque o fazemos agora, em Portugal.
INE, Sistema de Contas Integradas das Empresas, 2024. CAE Rev.3 43210, 43221 e 43222.
Porquê as instalações técnicas
Um edifício em funcionamento precisa de ar, de água e de energia elétrica todos os dias, e precisa de alguém que trate disso. É trabalho que se repete: avenças e contratos de manutenção, inspeções e verificações que a lei impõe com data marcada, avarias que não esperam pela próxima decisão de investimento do cliente. Quando o orçamento aperta adia-se a obra nova, mas não se adia a manutenção da central térmica de um hospital nem a verificação do quadro elétrico de uma fábrica. É também uma despesa pequena para quem a paga, face ao que protege, e por isso a relação com o cliente é estável e pouco sensível ao preço. Procuramos empresas que já tenham uma carteira de manutenção e espaço para a fazer crescer.
O setor é feito de muitas empresas pequenas, quase todas dirigidas pelo dono. Não há uma marca que um dono de edifício reconheça de Braga a Faro, e as empresas com dimensão para servir bem clientes exigentes são, quase sempre, casos isolados na sua região.
Uma empresa de trinta pessoas resolve sozinha quase tudo, menos o que só se resolve com dimensão: compras, seguros, financiamento, sistemas, e formar e reter técnicos num mercado em que os técnicos são o que falta a toda a gente. Num grupo, estas coisas passam a existir, e continuam a existir depois de o dono deixar de as fazer. O que o grupo não substitui é aquilo que faz a empresa boa: os clientes e a equipa continuam a ser dela, e o que se partilha entra aos poucos, só onde ajuda. Na Suécia, grupos como a Bravida e a Instalco fizeram isto nestes mesmos ofícios, comprando, ao longo de anos, muitas dezenas de empresas familiares.
Por onde começamos
Começamos pela climatização, onde a manutenção que se repete e a exigência técnica são mais claras. Seguem-se a eletricidade, o maior dos ofícios do edifício, e a canalização. Entra-se um ofício de cada vez, e outros ofícios técnicos do edifício só se juntarão quando fizer sentido.
Porquê Portugal, e porquê agora
A procura não depende só da conjuntura. Metade dos edifícios de habitação em Portugal foi construída antes de 1981, e reabilitar um edifício antigo é quase sempre refazer a climatização, a instalação elétrica e as redes de água. A eletrificação passa toda por estes ofícios: venderam-se em Portugal cerca de 49 mil bombas de calor em 2024, e o carregamento elétrico e o solar continuam a crescer. A lei acrescenta-lhe recorrência, com inspeções e manutenção de data marcada.
Portugal tem cerca de um milhão e meio de empresas, e quase todas são pequenas e familiares. A geração que as fundou está agora a chegar à idade em que a pergunta deixa de se poder adiar. Em Portugal falta comprador. Um dono com a sucessão por resolver, um sócio a sair, filhos com outra vida ou tudo o que tem numa só empresa encontra hoje três caminhos: fechar, vender ao concorrente do lado, ou vender a quem já está a pensar em revender. A demografia decide o número de vezes que esta conversa vai acontecer em Portugal na próxima década.
A esta dimensão quase não há compradores. O private equity investe em Portugal, em proporção da economia, uma fração da média europeia, e um fundo, mesmo querendo, tem de investir montantes maiores do que estas empresas justificam e tem de dizer ao dono quando é que volta a vender. Os grupos estrangeiros que entraram em Portugal compraram as maiores empresas do setor. Procuramos abaixo dessa dimensão. O concorrente da terra ao lado compra às vezes o vizinho, mas raramente tem capital para isso e quase nunca tem a intenção de o manter como empresa. Fica um dono de uma boa empresa a receber telefonemas de intermediários e nenhuma proposta séria de alguém que fique.
O que é cada ofício, e para onde vai, está em Atividade.
INE, Censos 2021 e Sistema de Contas Integradas das Empresas, 2023 · EHPA, Market Report 2025. Segundo o Livro Branco da Sucessão Empresarial, publicado pela Fundação AEP em 2011, cerca de metade das empresas familiares portuguesas não sobrevive à primeira passagem de geração, e apenas cerca de um quinto chega à terceira.
Documentação
Não estamos a angariar capital através deste sítio, e não encontrará aqui projeções. A documentação não é pública.